Como manobrar a ansiedade na vidinha ordinária acadêmica.

eu tenho ansiedade generalizada essa diaba que faz a gente pensar que vai morrer, se não entregar algum trabalho, ou for criticada ou algo der errado ou qualquer coisa tipo assim. meus dedos são ansiosos, minha voz, meu estômago cheio de gastrite nervosa, meu cabelo que eu sempre corto e estrago e quebro, meu corpo que engorda e emagrece de acordo com o meu emocional, enfim..em todos os cantinhos da vida. e daí vem a universidade, essa instituição cheia de regras, paradigmas, cobranças e pressões e a gente se pergunta: COMO EU SOBREVIVO A ESSE TRECO AQUI SEM MORRRRRRRREEEEER, cotidianamente.

acabou meu período. eu não abandonei disciplinas dessa vez o/ o/, e bem..aparentemente sobrevivi, mas uma amiga, tipo irmã, tipo alma gêmea tá cheia de dor no coração por conta desse diacho chamado academicismo vs ansiedade e eu resolvi fazer esse post, pra dar minhas dicas de sobrevivente ansiosa na universidade, vamo-que-vamo:

1. A primeira dica é um lembrete mental necessário:

se você não conseguir se formar, passar nas matérias, terminar os trabalhos, virar adulto, se dar bem e etc, você não vai morrer. E depois vai poder tentar outras coisas, outros cursos, outras trabalhos...As coisas passam...

2. A segunda dica é exatamente essa

as coisas passam. Sabe aquela dia de entrega de trabalho...onde você parece que vai parir um filho de tão nervoso que tá e triste, e desesperado e se sentindo refém da própria inferioridade e preso num limbo de horror comandado pelo professor que vai te avaliar, e vai obviamente ver todos os seus defeitos e te odiar pra sempre e sonhar com a sua incompetência????????? esse dia vai passar. a aula só dura quatro horas. vai anoitecer, quer você QUEIRA ou não. outro dia vai nascer alheio a sua vontade. de um jeito ou de outro, acaba a tortura. Tem um fim. Então respira fundo e foca nisso. Eu sempre gosto de me imaginar voltando pra casa em dias assim, porque querendo ou não, eu não posso dormir no prédio do meu curso. eu vou ter que entrar na sala, mas também vou sair. 

3. A terceira dica é:

 se você sofre tanto por não conseguir fazer as coisas, é sinal de que você se importa com elas...então não se culpe por não conseguir render como o planejado, não ter foco necessário, ou não ser aquele aluno que aparentemente domina ''tudo''. procure entender as causas da sua dificuldade, as causas que te levam a fugir, e as SUAS soluções de aprendizagem e rendimento...As vezes é uma questão singela de adaptação. conhecer a forma como você se concentra, ou estuda, ou funciona resolve questões importantíssimas de rendimento acadêmico. exemplificando:

- eu me concentro ouvindo rap. o meu fluxo mental é tão intenso e bruto, que funciona melhor pra mim. minha mente fica quieta quando eu escuto algo muito barulhento e alto, experimentar essas opções pode ajudar. encontrar o tipo de frequência ideal.

- eu me concentro vendo filmes que já vi mil vezes enquanto faço trabalhos importantes da faculdade, porque os filmes são afetivos, escutar as falas dos personagens me gera confiança..primeiro, porque: eu os amo. segundo, porque: os conheço muito bem. me sinto em um ambiente seguro e produzo melhor e de forma mais confortável. parece que as coisas ficam mais agradáveis. esse período, fiz todos os meus trabalhos revendo harry potter. <3

- listar tarefas é fundamental para pessoas que se sabotam mentalmente. 
as vezes eu listo coisas imbecis, tipo: 1. Respirar. 
curiosamente..enquanto listo, eu respiro. acabo nem lendo as listas..mas só o fato de escrever, já organiza as funções, e eu me acalmo.. isso funciona muito pra mim

- fazer o que você não gostar de fazer..aos poucos. 
eu explico: tem sempre aquela matéria que você preferia que te matassem, ao invés de assistir ou fazer os trabalhos..geralmente, é dessa que você mais foge, e consequentemente, é nessa que você mais se fode. minha dica é: comece com uma que você gosta MUITO, e coloque a matéria odiada no meio das outras, um pouquinho de cada vez. um exemplozinho:

- fazer coisas de ilustração (eu amo fazer essas coisas)
- fazer primeiro trabalho de fundamentos da linguagem visual (ecat)
-desenhar
-amar
-namorar
- rir

assim, você só vai odiar um pouquinho o seu dia. Se tiver que fazer TUDO que você odeia num dia só, as chances de você fugir desse conteúdo aumentam consideravelmente, e dai você estará verdadeiramente fudido.

agora sobre fugas:
não é culpa sua não querer ir. é autopreservação. keep calm, eu explico.
ansiedade é um aviso do corpo..de que corremos algum perigo. as vezes estamos fugindo da própria mente, mas geralmente o mundo é perigoso mesmo. a universidade é uma instituição que promete ''interagir'' com inteligências e conhecimento. é algo que as pessoas respeitam. isso exerce valores sobre as nossas emoções, o mundo coloca peso em absolutamente tudo. se você faz um curso, todos vão dizer que você já é bom em algo, e que precisa ser ótimo, e que precisa provar que é maravilhoso, e que precisa ser corajoso, e que precisa conseguir e que precisa, e precisa e precisa, mas a única obrigação que o nosso organismo reconhece é a sobrevivência. seu corpo quer te manter vivo, a sala de aula é um gatilho emocional pra muita gente...nós sobrevivemos a escola. nós estamos sobrevivendo a universidade. quando seu coração começar a bater desenfreadamente como se você fosse morrer por conta de abrir uma porta, ele só esta tentando te salvar. você esta se preservando. a sensação de incapacidade e incompreensão está te mantando um pouquinho. se você se sente ignorante em uma situação, se sente vulnerável, e se esta vulnerável, pode ser atacado a qualquer momento. é uma resposta psiquica. não quer ir. não querer fazer. não querer ser colocado a prova. o ''não'' é seu organismo tentando te manter vivo..então não se culpe. aprenda a ensinar ao seu corpo
que você pode lidar. que a instituição não é essa gororoba aí toda... 

respeite um pouco menos a soberania da universidade. o conhecimento não tá lá dentro, tá no mundo todo. lá dentro só estão as ferramentas para integrar melhor todos esses saberes, e você.
 use-as. você importa. você não é uma sigla, um brasão. você é uma pessoa. lá dentro só estão OUTRAS pessoas.

- seu professor não te odeia.
- seu professor não te julga.
- seu professor já fez trabalhos ruins
- seu professor não é um ser humano melhor que você.
- ele é só uma pessoa, uma pessoa que não entende porque você foge da aula dele, uma pessoa que as vezes se importa, e esta disposto a ajudar, e as vezes não. 

e por fim..se tudo der errado na universidade, tudo bem. porque se você foi capaz de estar dentro dela, pode estar em qualquer outra. e se você NUNCA mais quiser estar em outras universidades, tudo bem também, você está vivo, e no mundo. pode fazer escolhas. e pra terminar:
sempre que pensar e sentir que vai morrer porque não tá conseguindo fazer mais nada, e se sabotar, e desistir, e chorar, e se achar um merda: lembre que antes dessa sensação você venceu um montão de outras coisas. você já entregou milhares de outros trabalhos. e você chegou onde chegou. o próximo passo é sempre o mais difícil, e quando chegamos nele, é sempre bom olhar pra baixo. 

dá medo, mas dimensiona o nosso tamanho.
(miga, vai ficar tudo bem...porque nós somos fodas). 







Como manobrar a ansiedade na vidinha ordinária acadêmica.

eu tenho ansiedade generalizada essa diaba que faz a gente pensar que vai morrer, se não entregar algum trabalho, ou for criticada ou algo der errado ou qualquer coisa tipo assim. meus dedos são ansiosos, minha voz, meu estômago cheio de gastrite nervosa, meu cabelo que eu sempre corto e estrago e quebro, meu corpo que engorda e emagrece de acordo com o meu emocional, enfim..em todos os cantinhos da vida. e daí vem a universidade, essa instituição cheia de regras, paradigmas, cobranças e pressões e a gente se pergunta: COMO EU SOBREVIVO A ESSE TRECO AQUI SEM MORRRRRRRREEEEER, cotidianamente.

acabou meu período. eu não abandonei disciplinas dessa vez o/ o/, e bem..aparentemente sobrevivi, mas uma amiga, tipo irmã, tipo alma gêmea tá cheia de dor no coração por conta desse diacho chamado academicismo vs ansiedade e eu resolvi fazer esse post, pra dar minhas dicas de sobrevivente ansiosa na universidade, vamo-que-vamo:



1. A primeira dica é um lembrete mental necessário:

se você não conseguir se formar, passar nas matérias, terminar os trabalhos, virar adulto, se dar bem e etc, você não vai morrer. E depois vai poder tentar outras coisas, outros cursos, outras trabalhos...As coisas passam...

2. A segunda dica é exatamente essa

as coisas passam. Sabe aquela dia de entrega de trabalho...onde você parece que vai parir um filho de tão nervoso que tá e triste, e desesperado e se sentindo refém da própria inferioridade e preso num limbo de horror comandado pelo professor que vai te avaliar, e vai obviamente ver todos os seus defeitos e te odiar pra sempre e sonhar com a sua incompetência????????? esse dia vai passar. a aula só dura quatro horas. vai anoitecer, quer você QUEIRA ou não. outro dia vai nascer alheio a sua vontade. de um jeito ou de outro, acaba a tortura. Tem um fim. Então respira fundo e foca nisso. Eu sempre gosto de me imaginar voltando pra casa em dias assim, porque querendo ou não, eu não posso dormir no prédio do meu curso. eu vou ter que entrar na sala, mas também vou sair. 

3. A terceira dica é:

 se você sofre tanto por não conseguir fazer as coisas, é sinal de que você se importa com elas...então não se culpe por não conseguir render como o planejado, não ter foco necessário, ou não ser aquele aluno que aparentemente domina ''tudo''. procure entender as causas da sua dificuldade, as causas que te levam a fugir, e as SUAS soluções de aprendizagem e rendimento...As vezes é uma questão singela de adaptação. conhecer a forma como você se concentra, ou estuda, ou funciona resolve questões importantíssimas de rendimento acadêmico. exemplificando:

- eu me concentro ouvindo rap. o meu fluxo mental é tão intenso e bruto, que funciona melhor pra mim. minha mente fica quieta quando eu escuto algo muito barulhento e alto, experimentar essas opções pode ajudar. encontrar o tipo de frequência ideal.

- eu me concentro vendo filmes que já vi mil vezes enquanto faço trabalhos importantes da faculdade, porque os filmes são afetivos, escutar as falas dos personagens me gera confiança..primeiro, porque: eu os amo. segundo, porque: os conheço muito bem. me sinto em um ambiente seguro e produzo melhor e de forma mais confortável. parece que as coisas ficam mais agradáveis. esse período, fiz todos os meus trabalhos revendo harry potter. <3

- listar tarefas é fundamental para pessoas que se sabotam mentalmente. 
as vezes eu listo coisas imbecis, tipo: 1. Respirar. 
curiosamente..enquanto listo, eu respiro. acabo nem lendo as listas..mas só o fato de escrever, já organiza as funções, e eu me acalmo.. isso funciona muito pra mim

- fazer o que você não gostar de fazer..aos poucos. 
eu explico: tem sempre aquela matéria que você preferia que te matassem, ao invés de assistir ou fazer os trabalhos..geralmente, é dessa que você mais foge, e consequentemente, é nessa que você mais se fode. minha dica é: comece com uma que você gosta MUITO, e coloque a matéria odiada no meio das outras, um pouquinho de cada vez. um exemplozinho:

- fazer coisas de ilustração (eu amo fazer essas coisas)
- fazer primeiro trabalho de fundamentos da linguagem visual (ecat)
-desenhar
-amar
-namorar
- rir

assim, você só vai odiar um pouquinho o seu dia. Se tiver que fazer TUDO que você odeia num dia só, as chances de você fugir desse conteúdo aumentam consideravelmente, e dai você estará verdadeiramente fudido.

agora sobre fugas:
não é culpa sua não querer ir. é autopreservação. keep calm, eu explico.
ansiedade é um aviso do corpo..de que corremos algum perigo. as vezes estamos fugindo da própria mente, mas geralmente o mundo é perigoso mesmo. a universidade é uma instituição que promete ''interagir'' com inteligências e conhecimento. é algo que as pessoas respeitam. isso exerce valores sobre as nossas emoções, o mundo coloca peso em absolutamente tudo. se você faz um curso, todos vão dizer que você já é bom em algo, e que precisa ser ótimo, e que precisa provar que é maravilhoso, e que precisa ser corajoso, e que precisa conseguir e que precisa, e precisa e precisa, mas a única obrigação que o nosso organismo reconhece é a sobrevivência. seu corpo quer te manter vivo, a sala de aula é um gatilho emocional pra muita gente...nós sobrevivemos a escola. nós estamos sobrevivendo a universidade. quando seu coração começar a bater desenfreadamente como se você fosse morrer por conta de abrir uma porta, ele só esta tentando te salvar. você esta se preservando. a sensação de incapacidade e incompreensão está te mantando um pouquinho. se você se sente ignorante em uma situação, se sente vulnerável, e se esta vulnerável, pode ser atacado a qualquer momento. é uma resposta psiquica. não quer ir. não querer fazer. não querer ser colocado a prova. o ''não'' é seu organismo tentando te manter vivo..então não se culpe. aprenda a ensinar ao seu corpo
que você pode lidar. que a instituição não é essa gororoba aí toda... 

respeite um pouco menos a soberania da universidade. o conhecimento não tá lá dentro, tá no mundo todo. lá dentro só estão as ferramentas para integrar melhor todos esses saberes, e você.
 use-as. você importa. você não é uma sigla, um brasão. você é uma pessoa. lá dentro só estão OUTRAS pessoas.

- seu professor não te odeia.
- seu professor não te julga.
- seu professor já fez trabalhos ruins
- seu professor não é um ser humano melhor que você.
- ele é só uma pessoa, uma pessoa que não entende porque você foge da aula dele, uma pessoa que as vezes se importa, e esta disposto a ajudar, e as vezes não. 

e por fim..se tudo der errado na universidade, tudo bem. porque se você foi capaz de estar dentro dela, pode estar em qualquer outra. e se você NUNCA mais quiser estar em outras universidades, tudo bem também, você está vivo, e no mundo. pode fazer escolhas. e pra terminar:
sempre que pensar e sentir que vai morrer porque não tá conseguindo fazer mais nada, e se sabotar, e desistir, e chorar, e se achar um merda: lembre que antes dessa sensação você venceu um montão de outras coisas. você já entregou milhares de outros trabalhos. e você chegou onde chegou. o próximo passo é sempre o mais difícil, e quando chegamos nele, é sempre bom olhar pra baixo. 

dá medo, mas dimensiona o nosso tamanho.
(miga, vai ficar tudo bem...porque nós somos fodas). 







Miga, solidão não existe


No cinema quando a história acaba feliz, alguém vence um grande problema, conhece o cara mais legal do mundo, se enche de filhos, paredes coloridas  e descansa. E esse é o final do filme. Seja lá qual for a proposta, quando termina, acabou. A gente já pode deixar pra lá e viver outra coisa. É que quando termina feliz, tem sono tranquilo e caminha de domingo inteiro e amor. E puts, como a gente gosta e precisa de amor.

Já sacaram né? que tô tentando dizer que ninguém aqui é princesa, e que a Cinderela só existe em remake da disney, e que vocês tão ligadas. Sempre estiveram.

A gente fica dentro dessa internet ou nessas baladas, ou nessas festas, ou entre essas gatas todas, catando é descanso. Querendo mesmo estar morta. Porra, só meia horinha senhor, só por um dia. Síndrome de Julieta. Morte momentânea..Depois a gente volta e agarra o rumo e vai, e sai.
E luta por tudo de novo.

 Mas, vim contar um segredinho melhor que rivotril: a solidão é mentira.

 Pra existir a gente precisa de dois. Pra morrer, alguém precisa enterrar. Pra trabalhar tem patrão, chefe, firma. Pra dançar, tem amigo. E se não tiver amigo, é só fazer. E se não fizer, tem família. E se não tiver família, a gente inventa uns amores urbanos assim ó, fortíssimos. Porque laço bom mesmo, é aquele todo esticadinho enfeitando a gravata. Aquele apego opcional.

Me escuta aqui, ninguém nunca vive sozinho. Porque a vida é coletiva, e o mundo é partilhado. Então não se apegue nesse medo não, de vacilar e se perder de todo mundo, porque você estava, esteve e sempre estará entra ele. Entre eles. Entre nós.

Nem que sejam oito gatos. Dois cachorros.
Nem que seja só o porteiro, ou a senhorita do 301.

miga, tem alguém que te ama,

muito.
muito.
muito
muito

muiiiiiiinto. 
(sempre tem).

Jáaaa?! <3


Esse meu feminismo manhoso:



Nunca vai conseguir odiar as animações da Disney.
Esses desenhos nos ensinaram, apesar de TUDO, a ser positivista. Finais felizes existem. Aceitem.
Se um dia termina bem, é porque até manhã seguinte todos foram felizes para sempre (...)

Vive me impedindo de problematizar essa minha tola suposta meiguice.
Favor não confundir boba com burra, com tola, com fútil. Já dizia minha escritora favorita.
Eu sou chata, apegada, obcecada e apaixonada pela vida, porque gosto. É bom gritar que algo é bonito, tão bom ser honesta perante a qualidade de alguém e ver a pessoa se sentindo gente,
linda-maravilhosa. Tão bom ser amor em excesso.

Sempre diz pras garotinhas que:
Mentira. Nunca digo nada muito maravilhoso e animador. Só faço muitas caretas, daí elas começam a rir e pronto. Futuras mulheres felizes.

aaaaaaaaaaaaaaaah:
Hora ama depiladoras e odeia pelos,
hora ama pelos e odeia depiladoras.
Feminismo manhoso bipolar ♥

Quer te ensinar uma coisa (bem) nojenta:
Aprenda a cagar. No começo é horrível mesmo, mas depois vocês acostumam. Dizem que o intestino é órgão responsável pelas emoções. A gente retém tudo, prende. Guarda. Deixe ir embora...Perca esse horror das próprias merdas que você produz. Todo mundo erra, e vai errar.. Digerir é importantíssimo.
 (Off topic: Quando eu comecei a gostar de cagar, meu emocional inteiro melhorou).

As vezes curte:
Usar saltinho que machuca o pé
Fazer dietinha de suco verde
Se encaixar em determinados padrões irreais e escrotos
Maquiar a cara
Desmaquiar a cara
Dormir maquiada
Não pentear o cabelo (cruzes, gabriela)

E ama:
Ama (entrem em choque, eu deixo ok).
Ama, e ama absolutamente alguns homens. Amo meu pai. Amo meu avô por ter feito meu pai.
Amo o pai da minha mãe por ter amado minha avó e ter feito minha mãe. Amo me apaixonar por aí e falar de quem quer que seja toda hora. Amo escolher sentir necessidade de outras pessoas. E não há problema nenhum nisso. É uma escolha consciente. Sabemos que todos esses caras erraram e muito, mas nós também erramos. O sistema é cupim, e mordiscou as pessoas. Esse meu feminismo acredita em afago, tanto quanto em porrada.

E acha que juntinho podemos construir um mundo (pateticamente) melhor. <3

Não vou desistir do amor e nem dos homens só porque eles me fodem.
Amar, como diria uma sábia paraense que conheço, é tomar no cu.

Amar é estar disposto a tomar no cu.

E a relevância do cu tem revolucionado os homens.

Esse meu feminismo manhoso nunca acreditou em torres ou distâncias.
Cúpulas de vidro suficientemente seguras.
Ele fala manhosinho porque gritar é cansativo...E haja voz.
Então sussurra liberdade, e exige carinho... Cospe semente no chão que nem passarinho povoando mata em continente. Cria seus ninhos, depois voa.

Coisa bonita.

Como superar um homenzinho:


Gostando dele, pensando nele, sonhando com ele, convivendo mentalmente com ele.
 Lavando muita roupa, cozinhando, escrevendo peças de teatro que ninguém vai ler, fazendo post idiotas de madrugada e cantando no meio da sala da sua república nas férias as seilá, 23:44 da manhã.

no meu caso, estou apenas ouvindo essa música:



Mentira.
Que hoje já fiz bolo, comprei sorvete, fiz risoto, lista de tarefas, escrevi, comprei remédio pra micose,  vi filme ruim e esqueci de ligar pros meus pais.

Dificílimo queridos amigos,
segurar essa barra chamada desapegar dos amôzinho

Vem. Vambora.

Intensidade.


A tempestade que vai curando a seca e afogando, afagando. Fudendo o crânio do mundo...
É coisa demais. A bunda pra cima na cama, não resta nada, página virada, papo pro ar, e um cansaço, um pecado esse sono... E tantos sonhos seriam flores, seriam tantos doces coloridos e tantos dias bons e dorme dengo, dorme comigo. Só deita e descansa preu ter a sensação de afago não malicioso, que de pimenta já tenho as saias. Quis reproduzir tudo, toda música, todo gesto, todos os lírios azuis. Não soube a cor das plantas. As unhas agarrando a grade e o pavor, aquele pavor novidade, aquele pavor de provável fim. Como se comesse um doce gostosinho, manhosinho, todo devagar quase parando, quase guardando pra depois do caminho, levaria o gosto. carambola madura. Sentiria sede. Preguiçinha boa. Aquilo carinho de vento e de graça. Agrado mineiro.. maneirinho. diminutivos hostis.. não goste muito, por favor não fique muito tempo, não diga sim com todos esses dentes sorridentes afiados. se negue também, bata porta, hesite. Excite. Minhas aguinhas coloridas brindam lágrimas confusas, por favor de onde você veio, por favor não é possível que já vire texto, que se é palavra expulsa do meu pensamento já rola temor. Só abraço forte e aguinhas de chuveiro caindo, só isso.. Que dai eu choro na nossa beleza. construo. é tipo um quebra cabeça de quinhentas páginas, cada pedacinho simboliza alguma pequena conquista. cada mordidinha por vez. Eu pratiquei, li, reli, fiz as provas, sei tudo, falo antes de todo mundo, dou aula. Eu não posso não quero gostar de você, eu não quero porque parece que não vou parar mais, não vou impor limites. Não voa, não dança.. Estranha e esmaece. A ficha ridícula que caiu na seta da pergunta certa: é pra te amar? Hoje tive um impulso imaginário onde eu dava um beijo. Não, não era você me mordendo os lábios e eu liberando meu corpo pra que tua língua entrasse, fui meio cachorra te beijando, meio fogo. E daí o cansaço e o sono e a angustia. Eu gosto de querer você, sem sustos, sem certezas, sem nada. Eu gosto de você de graça mesmo te achando ridículo. Acho ridículo inclusive gostar de você, já gostar. E daí fico sabotando, fico dizendo que gosto da ideia de qualquer um, dai pensei que gosto da ideia do ego, dai decidi que gosto da ideia do nada. E de promover encontros...Mas, lá no fundo é mentira. Eu sei que é raro, e estou morta de medo é de te deter. Porque ainda não te conquistei, só te encontrei perdido e te levei pra casa, como se tudo já fosse há muito, muito tempo.

( faltam sinais, pontuação, edição, vírgulas e normal culta, é que eu escrevi correndo, nervosa, esquecida).

Sobre morar na filosofia

Um post cheio de ideais inúteis.


1. Pasmar.

"O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Hoje eu tava na frente do prédio pasmando, e alguém me perguntou porque estava sozinha. Sempre perguntam isso, nunca respondo. Acho que é necessidade. muito conflito interno pra apaziguar. Pensar me organiza.

2. Respirar.

Quando fico horrorosa tento cantar, me acalma. Pra cantar preciso respirar, e respirar me acalma. Parar pra respirar, ofegar. Gozar me faz respirar melhor. Correr me obriga a respirar. Viver.

3. Dançar. Dançar cotidianamente.

Sempre me aplaudiram por dançar, sempre curti. E daí fiquei gorda-feia-triste e com vergonha do circo. Mas, minha necessidade de corpo aumentava e comecei a dançar sozinha. Dançar pensando, dançar chorando, dançar sorrindo, dançando e gozando no escuro do quarto. Dançando pros meus próprios passos.

Dica: funcionou.

4. Falar:

Esvazia.
Esvaziar,
dar ar.
Abre espaço.

5. Transar.

Hoje minha concepção psíquica sobre sexo mudou. Eu estava de carona em um carro, fechei os olhos e imaginei a boca de alguém. E não era mais permissiva, eu não era permissiva, era atuante. Não era mais passiva, era ativa. Não era mais mulher, era homem. Eu comia. Minha imaginação tardia problemática não abria as pernas, metia. Passei o restante da tarde absurdamente atormentada, acho que muitas das mulheres que conheço nunca devoraram ninguém, foram sendo cotidianamente sabotadas e sequestradas, arrombadas mentalmente, fisicamente. Hoje não esperei que me beijassem, não cedi. Lá no sonho, troquei a chave e não era mais vontade, era poder. E poder assusta. E mulher assustada não come ninguém...

Sintam a vibe torta, ò só o perigo.

6. Viver.

Seilá,
Gastar tempo sentindo prazer?




- Playlist do Caetano.


 

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