Esse meu feminismo manhoso:



Nunca vai conseguir odiar as animações da Disney.
Esses desenhos nos ensinaram, apesar de TUDO, a ser positivista. Finais felizes existem. Aceitem.
Se um dia termina bem, é porque até manhã seguinte todos foram felizes para sempre (...)

Vive me impedindo de problematizar essa minha tola suposta meiguice.
Favor não confundir boba com burra, com tola, com fútil. Já dizia minha escritora favorita.
Eu sou chata, apegada, obcecada e apaixonada pela vida, porque gosto. É bom gritar que algo é bonito, tão bom ser honesta perante a qualidade de alguém e ver a pessoa se sentindo gente,
linda-maravilhosa. Tão bom ser amor em excesso.

Sempre diz pras garotinhas que:
Mentira. Nunca digo nada muito maravilhoso e animador. Só faço muitas caretas, daí elas começam a rir e pronto. Futuras mulheres felizes.

aaaaaaaaaaaaaaaah:
Hora ama depiladoras e odeia pelos,
hora ama pelos e odeia depiladoras.
Feminismo manhoso bipolar ♥

Quer te ensinar uma coisa (bem) nojenta:
Aprenda a cagar. No começo é horrível mesmo, mas depois vocês acostumam. Dizem que o intestino é órgão responsável pelas emoções. A gente retém tudo, prende. Guarda. Deixe ir embora...Perca esse horror das próprias merdas que você produz. Todo mundo erra, e vai errar.. Digerir é importantíssimo.
 (Off topic: Quando eu comecei a gostar de cagar, meu emocional inteiro melhorou).

As vezes curte:
Usar saltinho que machuca o pé
Fazer dietinha de suco verde
Se encaixar em determinados padrões irreais e escrotos
Maquiar a cara
Desmaquiar a cara
Dormir maquiada
Não pentear o cabelo (cruzes, gabriela)

E ama:
Ama (entrem em choque, eu deixo ok).
Ama, e ama absolutamente alguns homens. Amo meu pai. Amo meu avô por ter feito meu pai.
Amo o pai da minha mãe por ter amado minha avó e ter feito minha mãe. Amo me apaixonar por aí e falar de quem quer que seja toda hora. Amo escolher sentir necessidade de outras pessoas. E não há problema nenhum nisso. É uma escolha consciente. Sabemos que todos esses caras erraram e muito, mas nós também erramos. O sistema é cupim, e mordiscou as pessoas. Esse meu feminismo acredita em afago, tanto quanto em porrada.

E acha que juntinho podemos construir um mundo (pateticamente) melhor. <3

Não vou desistir do amor e nem dos homens só porque eles me fodem.
Amar, como diria uma sábia paraense que conheço, é tomar no cu.

Amar é estar disposto a tomar no cu.

E a relevância do cu tem revolucionado os homens.

Esse meu feminismo manhoso nunca acreditou em torres ou distâncias.
Cúpulas de vidro suficientemente seguras.
Ele fala manhosinho porque gritar é cansativo...E haja voz.
Então sussurra liberdade, e exige carinho... Cospe semente no chão que nem passarinho povoando mata em continente. Cria seus ninhos, depois voa.

Coisa bonita.

Como superar um homenzinho:


Gostando dele, pensando nele, sonhando com ele, convivendo mentalmente com ele.
 Lavando muita roupa, cozinhando, escrevendo peças de teatro que ninguém vai ler, fazendo post idiotas de madrugada e cantando no meio da sala da sua república nas férias as seilá, 23:44 da manhã.

no meu caso, estou apenas ouvindo essa música:



Mentira.
Que hoje já fiz bolo, comprei sorvete, fiz risoto, lista de tarefas, escrevi, comprei remédio pra micose,  vi filme ruim e esqueci de ligar pros meus pais.

Dificílimo queridos amigos,
segurar essa barra chamada desapegar dos amôzinho

Vem. Vambora.

Intensidade.


A tempestade que vai curando a seca e afogando, afagando. Fudendo o crânio do mundo...
É coisa demais. A bunda pra cima na cama, não resta nada, página virada, papo pro ar, e um cansaço, um pecado esse sono... E tantos sonhos seriam flores, seriam tantos doces coloridos e tantos dias bons e dorme dengo, dorme comigo. Só deita e descansa preu ter a sensação de afago não malicioso, que de pimenta já tenho as saias. Quis reproduzir tudo, toda música, todo gesto, todos os lírios azuis. Não soube a cor das plantas. As unhas agarrando a grade e o pavor, aquele pavor novidade, aquele pavor de provável fim. Como se comesse um doce gostosinho, manhosinho, todo devagar quase parando, quase guardando pra depois do caminho, levaria o gosto. carambola madura. Sentiria sede. Preguiçinha boa. Aquilo carinho de vento e de graça. Agrado mineiro.. maneirinho. diminutivos hostis.. não goste muito, por favor não fique muito tempo, não diga sim com todos esses dentes sorridentes afiados. se negue também, bata porta, hesite. Excite. Minhas aguinhas coloridas brindam lágrimas confusas, por favor de onde você veio, por favor não é possível que já vire texto, que se é palavra expulsa do meu pensamento já rola temor. Só abraço forte e aguinhas de chuveiro caindo, só isso.. Que dai eu choro na nossa beleza. construo. é tipo um quebra cabeça de quinhentas páginas, cada pedacinho simboliza alguma pequena conquista. cada mordidinha por vez. Eu pratiquei, li, reli, fiz as provas, sei tudo, falo antes de todo mundo, dou aula. Eu não posso não quero gostar de você, eu não quero porque parece que não vou parar mais, não vou impor limites. Não voa, não dança.. Estranha e esmaece. A ficha ridícula que caiu na seta da pergunta certa: é pra te amar? Hoje tive um impulso imaginário onde eu dava um beijo. Não, não era você me mordendo os lábios e eu liberando meu corpo pra que tua língua entrasse, fui meio cachorra te beijando, meio fogo. E daí o cansaço e o sono e a angustia. Eu gosto de querer você, sem sustos, sem certezas, sem nada. Eu gosto de você de graça mesmo te achando ridículo. Acho ridículo inclusive gostar de você, já gostar. E daí fico sabotando, fico dizendo que gosto da ideia de qualquer um, dai pensei que gosto da ideia do ego, dai decidi que gosto da ideia do nada. E de promover encontros...Mas, lá no fundo é mentira. Eu sei que é raro, e estou morta de medo é de te deter. Porque ainda não te conquistei, só te encontrei perdido e te levei pra casa, como se tudo já fosse há muito, muito tempo.

( faltam sinais, pontuação, edição, vírgulas e normal culta, é que eu escrevi correndo, nervosa, esquecida).

Sobre morar na filosofia

Um post cheio de ideais inúteis.


1. Pasmar.

"O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Hoje eu tava na frente do prédio pasmando, e alguém me perguntou porque estava sozinha. Sempre perguntam isso, nunca respondo. Acho que é necessidade. muito conflito interno pra apaziguar. Pensar me organiza.

2. Respirar.

Quando fico horrorosa tento cantar, me acalma. Pra cantar preciso respirar, e respirar me acalma. Parar pra respirar, ofegar. Gozar me faz respirar melhor. Correr me obriga a respirar. Viver.

3. Dançar. Dançar cotidianamente.

Sempre me aplaudiram por dançar, sempre curti. E daí fiquei gorda-feia-triste e com vergonha do circo. Mas, minha necessidade de corpo aumentava e comecei a dançar sozinha. Dançar pensando, dançar chorando, dançar sorrindo, dançando e gozando no escuro do quarto. Dançando pros meus próprios passos.

Dica: funcionou.

4. Falar:

Esvazia.
Esvaziar,
dar ar.
Abre espaço.

5. Transar.

Hoje minha concepção psíquica sobre sexo mudou. Eu estava de carona em um carro, fechei os olhos e imaginei a boca de alguém. E não era mais permissiva, eu não era permissiva, era atuante. Não era mais passiva, era ativa. Não era mais mulher, era homem. Eu comia. Minha imaginação tardia problemática não abria as pernas, metia. Passei o restante da tarde absurdamente atormentada, acho que muitas das mulheres que conheço nunca devoraram ninguém, foram sendo cotidianamente sabotadas e sequestradas, arrombadas mentalmente, fisicamente. Hoje não esperei que me beijassem, não cedi. Lá no sonho, troquei a chave e não era mais vontade, era poder. E poder assusta. E mulher assustada não come ninguém...

Sintam a vibe torta, ò só o perigo.

6. Viver.

Seilá,
Gastar tempo sentindo prazer?




- Playlist do Caetano.


Modinha



Eu gosto de roupas. E amo pessoas...Gasto meu dinheiro com roupas, adoro tecidos e suas cores. Em algum momento na história da humanidade chamaram isso de 'moda'. Se você gosta de pessoas se expressando através de suas escolhas vestíveis você curte moda.

Quando o Debret me ensinou que as escravas eram coloridas, gozei de amor.

Outro dia num evento vi uma garota usando um vestido lindo. Ela parecia feliz. Fiquei feliz também. Dias depois, lá estava ela e o mesmíssimo vestido. Pronto, gata apaixonada.

As vezes passo numa vitrine e também me apaixono. É um lance de consumo, de necessidade...Uma coisa meio Rebecca B. Mas, amor, amor mesmo é o saara. Amor mesmo é a caçula e a fila e as fitas. Amor mesmo é o velhinho medindo o metro da estampa que vai virar molde e saia e rua. A estampa vai virar rua e eu vou poder brincar de recortar e colar. Recortar e costurar.

E essa letra de música, e esses sentidos e essa foto. Pano é poesia.


Adoro feiras, e brechós velhos e entulhos. Adoro a possibilidade de mudança e as histórias que as roupas trazem consigo. Recentemente peguei mania de calcular quanto eu tô vestido pra ter mais noção da vida. Hoje mesmo, tô barata. Look da nem trinta reais. Mas, as vezes tô duzentos, tô trezentos, as vezes eu tô caríssima contando o sapato. A gente gasta rios de dinheiro com aparência...

Quando a roupa mais gostosinha é a própria pele.

Curto os encontros, odeio passar frio e adoro que existam tecidos que esquentem. Amo paninhos, uso muitos lenços. Odeio calça jeans e amo quando chega o verão e posso sair por aí quase pelada. Uso muitas sainhas porque gosto de vento na bunda. Recorto camiseta, amo recortar camiseta.

Não tiro fotos dos meus looks, porque detesto esse enfrentamento. E descobri recentemente que nunca me enfeitei em relação a isso pelos elogios, era o estranhamento. Na sétima série eu me adorei quando usei meu allstar todo brilhoso e perturbado. As pessoas andavam e olhavam pro meu pé. Amo chamar atenção. Faço isso nas ruas.

E bom,
Manuais, dicas, estampas, modismos, filas, lojas, compras, fotos....Bom............Não sei. Não tenho mesmo opinião. Adoro rodar site e favorito alguns trecos quando acho bonito, mas não tenho saco pra usar a calça verde musgo da estação, a cor bordô. E isso e aquilo. Eu vou usando uns trecos que amo, e me divertindo. O povo gosta.


(Teve uma vez que eu tava andando na universidade e um menino me parou confuso pra perguntar onde eu tinha conseguido comprar uma blusa feminina igual a dele. '' Mas, pera..essa blusa é masculina, eu tenho essa blusa, onde você achou isso?''

Imaginem uma mulher felizzaaaça.

-Tesoura, amigo...É que eu adoro lapidar a porra toda.

Querida,

 
Quero aprender italiano. E cozinhar japonês. Aaah, sempre quis fazer todas aquelas posições de yoga. Quero conhecer o japão e passar um ano na amazônia (depois de superar todas aquelas cobras). Quero me apaixonar por um cara que me desenhe. Aaaah,  também quero aprender a gostar de ser fotografada. Quero voltar pra paraty, e ficar na praia. Quero ficar na água o dia todo. Eu? Sabe o que eu queria mesmo? Ter quatro filhos. Ainda quero ter quatro filhos, e um quintal e cachorros, acho. Quero esbarrar com a minha alma gêmea na feira, quero aquele clichê delícia de visitar paris. Quero tangerina. Quero não aguentar mais chupar tanta tangerina porque tá na época e meu pai vê vendendo no centro de Caxias e traz tudo pra casa. Quero que dezembro chegue logo porque tem manga. Quero costurar mais e mais e mais. E amar mais. E querer mais. Eu quero deixar de odiar inglês, e conhecer músicas novas. Novos sambas, tudo novo. Quero pegar um rapper. Quero comer ai uma galera que conheci recentemente. Quero sentar no botequim com os meus amigos. Voltar a ir nas cachoeiras de Xérem. Ler mais da obra do Vygotsky, do Piaget. Quero mais aulas da Rosane. Quero ver o Brasil sendo Hexa. Quero rebolar muito ao som das letras do Gabriel. Quero dar festas onde eu possa me divertir e sentir segura. Quero sentir dor, prazer e amor. Quero querer, quero matar vontade. Quero modelar roupas que deixem minhas amigas ainda mais gatas. Quero mais amigas gatas, quero mais gatos, quero que tudo fique bem. Quero me fuder pra que tudo fique bem. Dar tudo de mim. Quero escrever coisas incríveis. Quero rir, quero rir como hoje de manhã. Rir da cara doer, sem razão, só porque acordei e a vida tava putaquipariu, a vida tava muito bonita. A vida tá muito bonita ainda, nada mudou. Quero tudo melhor. Quero correr, e ir pra academia essa semana. Quero cozinhar e parar de passar fome e parar de passar dor de estomago por comer porcaria pra parar de passar fome. Quero ir bem na prova de antropologia quarta feira e quero querer sonhar mais e mais, infinitamente. Porque viver é preciso, apesar de tudo. E apesar de tudo, continuo na fé. Até anotei os sonhos pra não esquecer. São os sonhos que levam a gente embora do caos. Os sonhos são tudo. Os sonhos e os verbos. As conjugações.

A fatídica incoerência dos joguetes de sedução

Na adolescência conheci um cara que topou me ajudar com os garotos. Ele me ensinou lições valiosas, treinou meu papo e veio com aquela máxima típica de 'verdade nua e crua', não demonstrar muito interesse e nem descaso, ser indiferente. Em meio aos meus desastrosos rolos emocionais fui testando, e surpreendentemente foi dando certo. Fiquei viciada em blogs onde caras falavam sobre hábitos masculinos de pegação, ensinei minhas amigas, forcei a barra fingindo indiferença por inúmeras vezes. Acreditem, eu sei, e muito bem desligar a porra do celular. Eu sei esperar e atiçar até que o príncipe morra de vontade de mordiscar meu corpo nu e corra a cidade inteira atrás do meu rabo. Mas, eu não quero. E digo mais, vocês também não. Ninguém quer esse cara...Vão por mim. Ninguém quer ser a única mulher capaz de deixar um homem louco.  Vocês querem importância, querem carinho. Então se importem, sejam carinhosas. Isso é diferente de ser pedante, chata, infantil. Você tem suas manias, suas coisas, você tem seu amor e sua própria vida, e gosta, adora ser você mesma, lembra? Já pode adorar outras pessoas, sim. Pode ligar. Pode esperar, inclusive. Pode se importar. E se o cara agir como um babaca, tag homenzinho de merda nele que não soube aproveitar todo esse prazer que você pretendia doar. Esses joguinhos são sobre ego, não são sobre amor. É sobre quem vai dominar o desejo do outro. Eu cresci, e hoje acho babaquice. Sim,  talvez eu passe por ridícula, sim. Talvez seja desproporcional? Sim. Mas, no fundo acho só que nós nos desacostumamos das coisas delicadas da vida. Quando alguém te deseja bom dia, você se assusta... É essa a reação. Absurdo o mundo, né? as pessoas deviam ser mais honestas, mais compreensivas. É simples, é só dizer o que quer e saber lidar com o querer do outro. Talvez você se foda por estar tão exposta? Sim. Mas, ter coragem é exatamente sobre isso. O coração limpo e em paz, sem enrolações ou enganos. Gostar é simples. Ficar é simples. E se você se magoar, é só ter compaixão consigo mesma e paciência. E vambora aproveitar que sofrimento amadurece.

O gozo é livre.

Se eu não posso sair pela rua sem que ninguém me estranhe, eu gozo. Gozo no deboche e na afronta. Já que não abrem a maldita porta para que eu passe pela frente, arrombo por trás, e choco. Choco aqueles que esperam. Eu poderia lamentar tua conduta, ou teu brasão. Poderia até implorar teu amor europeu. Te pedir um anel, um pomar, e uma casa. Mas, sou do carnaval, só me deram a rua.. Fui lá e gozei. Peguei meu preto pelo braço e com meus alardes e enfeites aticei o público. Eu posso, ainda que vocês não permitam. Ser gay, hétero, homem, mulher. Eu posso ser gênio, ou burra. Não posso e não quero ser branca. Nasci negra. Não posso e nem quero não ser brasileira, nasci Brasil. Cheinha de fogo, e sem vergonha nessa minha cara preta. Que bom que você não me vê nessa novela de merda, que pena por você que não se permite sentir o gosto da cor. Se não posso garantir que minhas mulheres amores libertem seus úteros, que cada morte fique em tua conta. Que cada açoite seja em tua memória. Se meus amigos não podem beijar lábios que os atraiam sem que te magoem, infelizmente te magoaremos, gato. Beijaços. Estilhaços de todo nosso desejo, e o teu temor. Teu temor mesquinho em ser feliz. Tua covardia. Menino...O gozo é livre. Ela abre as pernas e goza, e a boca é tua. Também, o teu prazer. Imagina se você pudesse só comer quem quisesse? Inerente a credo, raça ou cor? trabalhar naquilo que te da prazer. Imagina não precisar comprar mil infelizes coisas das quais você não precisa? Imaginou? hhmm. Delícia. Então agora abaixa essa calça, esses preconceitos e diz sim. Diz sim pra vida, e da próxima vez só abra essa boca pra chupar alguém, ao invés de apedrejar a existência alheia. Vai tratar de ser uma pessoinha mais plena de saberes que te ajudem a se tornar um ser humano mais atraente. Eu recomendaria uns livros, algumas poesias. Até sussurraria algumas canções pra ti. Mas, tenho mais o que fazer, tipo lavar minha própria roupa e me proteger dos teus estupros. Eu tenho uma vida pra inventar, já que não herdei teus privilégios. Estou ocupada e preocupada com os meus que morrem todos os dias nas mãos da tua hipocrisia. Lamento, seco suor, lágrimas e gozo. Gozo na marra os prazeres e deleites de cada pequena conquista. Gozo e penso mentalmente, sou foda. Sou foda poética, literária e literal. Te enfrento todos os dias, e te ganho. Ganho quando desfilo todo o meu glamour esfregando os prazeres dessa vida na tua cara. Sambando amor, e é isso.  Eu vou simplesmente foder com você. É uma surra. E daí tu desmaia de prazer e finalmente entende que dinheiro é o que menos importa na vida. A gente ganha pra perder, e mantém os elos no sorriso, na sensualidade, e nessa de ser pau pra toda obra. De ser fiel. Seguiremos amando, doa a quem doer. Não te vendo nada, meu prazer é de graça e aberta as cortinas, espie e aprenda, se sou toda minha, tu pode ser todo seu. A gente se usa e põe no mesmo lugar onde estava. A gente avança meu bem, se você deixar...É só você me deixar gozar direito... dos meus direitos.

Rebolem, vadias.



Tenho muito pra falar, e pouquíssimo a dizer. Cresçam. E isso não é um esporro, e sim um conselho de tia. Do auge dos meus vinte e um anos, pelo amor de deus, se transformem nas mulheres maravilhosas que vocês são. Mudem o paladar, gosto musical, jeito de vestir. Duvidem. Aprendam a rebolar, cavalgar. Se as mulheres de hoje não aprenderem a cavalgar, se não se virarem, nós continuaremos nessa merda de gaiola, torre, grade. Presas fáceis..Presas. Limitadas, assustadas. Alguém precisa pular, enfiar a porrada nos dragões de batom, saltinho, e peitinho de fora. Amor é pra dar de graça. Alguém precisa provar pra esses caras que sofrer é humano, e ser inteiro e frágil é sinal de liderança perante a dor. Alguém precisa provar pro meninos que tá tudo ok, pode sofrer, pode beber, pode chorar. Que pedir por favor não doí. Não há nada de errado em suportar, então desçam do salto sem colocar a porra da direção da vida de vocês na mão de ninguém. Dancem sem parar, acreditem. Arrasem. Levem o desejo mais a sério. Sejam agressivas com essas imposições todas. Ser mulher é bem melhor. Deixa passar o nojo e perde o medo, vai. Quebra o pavor aos pouquinhos descendo até o chão. Rebola, faz charminho, sobe devagar. Cadê o glamour? Volta, pega as tuas chaves e pague as tuas contas.. Ele só irá abrir quando você arrombar a porta. Então rebole, me ignore e invente suas próprias regras. Sutiã preto e calcinha rendada, bege, rasgada e foda-se. Não é, e não há nada além de você. Use o poder que essa natureza vulcânica te deu, e foda com todos esses problemas infantis crescendo. Faça esse favor a nós todas, joguem o cabelo pro lado e honrem a idade na identidade. Façam história.

Escrevam o diário daquelas meninas incríveis que romperam uma lista infinita de padrões irreais porque precisavam cagar e estavam fora de casa. Essas meninas, foram elas que ficaram. Alguma revista publicou que gorda não podia ir, elas foram. Despenteada também não entrava na festa, e quem diria.. Nada mais bonito pro moço do que ela, atordoada e nua, toda baratinada de cabelo pro alto.
Essas meninas são deliciosas, porque não se importam. Revoltam o mercado. Se a mídia diz não, é ai mesmo que vão lá, e sentam no meio fio. Minhas garotas não engolem, elas cospem.
 
Explodam, vocês são estrelas. A vida do mundo todinho depende da abertura dessas pernas, então, que andem. Pulem, chutem. As mesmas pernas que se contorcem, e recebem deliciosos visitantes. Estranhos inesperados, ou amantes rotineiros. Escolhas nossas. Vocês querem? Provem. Um gole só nunca matou ninguém. Aprendam a despir. Dancem. Nosso corpo nasceu prontinho pra expressar emoção, e depois das luzes apagadas, ninguém ri. O assunto é sério. Quem disse que não valemos nada, ta é coberto de razão. Nosso corpo se decompõe em dias, a gente morre sem aviso prévio, envelhece de hoje pra amanhã. Então.. Que nem fruta, que o gosto adoce a boca, e a barba roce a alma. Que os desejos se encaixem. Gaiola arrombada na marra, gatas. Passarinho escapou. Nós não cabemos mais lá. Graças a nós mesmas estamos maiores, estamos melhores. Nossos sonhos viraram planos palpáveis. E é agora que a gente assopra a vela, e rebola um pouco mais. Estamos ainda mais soltas. Vadiando com a insegurança e indo assim mesmo. Tamo metendo o dedo na ferida e a dor tem gozado desses dias cheios. Sorrisos. Esse nosso frescor de quem levantou leve e pronta. Meio nua pra arrogância do mundo, de braços abertos e peitos fartos, fortes. Exaustos de sustento. Mamilos rígidos. Sabem.. Cheguem pro lado queridos, porque, nós chegamos.



Gabriela. ♥
(E sim, tem Anitta na minha playlist. Foda-se).

Sobre amores adiados.


Acordo e não dou valor. Ignoro desejos. Amanhã, espelho. Amanhã a gente conversa. E prometo parar de judiar comigo. Era sempre o depois, a vontade, e a pressa. Era sempre mais tarde, quando era tempo. 
Na marra, e na merda esquecia o prazer encima da mesa e ia embora, o fôlego pronto pra apanhar, e mais um sorriso adiado. Um batom. Pôr de sol em Sampa, e ela se muda. Bunda de fora, cidade de frio. Framboesa no copo. Luzes e mais luzes. Música. Juba solta riscando as próximas vistas. Visitas, vindas. Chegando pra causar falha e efeito. Pé no chão. Correria maldita de quem cruza o atlântico colecionando figurinhas, emoções. São pessoas descritas, recolhidas em traço, gente de memória, paixões perdidas.
Toda intensa e nula. As dores, as possibilidades, e os vinte anos. Sobre amores adiados: este.  
O real primeiro amor. Ama do pé ao pulso. Ama o expresso, café. E agora?. Ama a rainha, e tem algo melhor? Tesão de livro. Quando você lê e se encontra dentro do pensamento da outra pessoa, notam-se e se apaixonam. O leitor que mordisca a ideia do amor dedicado ao autor pelo obra. Potente, seguro.
A frase engaiolando a ideia . Ela ousa Gostar dos próprios hábitos: sono, comida e sonho.
De que mais precisa a vida? Tô falando do primeiro prazer que me ilustra.
Ego e calcinha no chão, que no peito  tem coração batendo exausto, tipo escola de samba. Cruzo com uma estranha e me apaixono. A gente transa todo dia subindo na minha bicicleta azul, fugindo pro mar da ucrânia. Aquele que nem existe, todo lilás, e mais descobertas excitantes e calores inéditos. Caio no mundo sem goma. á vontade, a necessidade de altura. A coluna no lugar certo. E é aí que pulo, no sertão da Bahia.
Queria saber ler os códigos. E então Analiso a língua dos homens. A surra e o pau. Escritores carnudos. Sussurram o lábio, e a câimbra, como o sopro e a perca de fôlego, o oásis que é nadar nu. Amazônia. Devoro deusas e vomito vermes. Cansaço de adiar a afirmativa egoísta e poderosa, que treme de susto e medo, em alamêda vazia. Cansaço em adiar meu ir, por conta das tuas facas. Tuas mortes nas costas.
Teus crimes. Caso contigo então, e fugimos mudos. Eu e o mundo, retrocedendo a fita. Fazendo pazes e  encanto. Tendo cobertor de casal, frutinha ardida e água quente: digam a todos que fico.
Permaneço estérica e ofegante. Que a cada novo esforço diante do todo, algo de bonito floresce em mim, à força. Mordisco teu ombro, beijo de beco. O brilho no olho e a sós, subo na mesa:  sobe a plaquinha: já posso ser livre. E a piriguita avoada, todo mês manda carta pra Pai, e Mãe. Tá por aí fazendo intriga, amorzinho.  História.  Que de memórias curtas, só relembra o medo. Vive no zelo.
Milita o amor . . Que quem ama quer tudo, raspas e restos. Quem ama: tem.  

      toulouse



Nó.

Ela única filha, barriga cheia, bolsinhas de lágrimas nos olhos. Ele velho, doce, cheio de si. Só se conheciam de antes. Reconheceram o tal do amor, ou quase. Ela, múmia, falsa, tesa. Fugia culpada, bandida. O susto, e a visão do espaço. Ele ampara, ou quase. Ela cai. Ele não sabe nada. Ela chora. Nó, de tão confusos, sinistros e cínicos. Deram um jeito de inventar um jeito de amar de novo. O novo, o tal gostoso amor. Ela exausta, e foda-se. Indo embora, até que ele volte, puxe a cadeira e declame o prazer da presença.  Do beijo ninguém sabe, ou viu. Chegaram e se esconderam da vida. Dos outros. No jeito.. Ele esperto...E ela burra, tola. Virgem. Ele único.  Ela: dúvida. Filha ou Mulher?
Ele: mundo. Futebol. Rua. Ela, sonho e aí? Ela, sono. E foram, distantes e ausentes. Ficaram de lado, e canto. Ela dança.. Ele, bola, rua, fuga. Eles juntos? Ela, sonho e sono. Enquanto espera que ele suma. Ele é sim. Ela é que não sabe ser. Ele é mesa, e ela lugar. Juntos são  nada. Eles não.  Nós, vós. Eles: nó. Ela chora, ignora, rebola e sorri. Ele a ama.

Por que?
 

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