Miga, solidão não existe


No cinema quando a história acaba feliz, alguém vence um grande problema, conhece o cara mais legal do mundo, se enche de filhos, paredes coloridas  e descansa. E esse é o final do filme. Seja lá qual for a proposta, quando termina, acabou. A gente já pode deixar pra lá e viver outra coisa. É que quando termina feliz, tem sono tranquilo e caminha de domingo inteiro e amor. E puts, como a gente gosta e precisa de amor.

Já sacaram né? que tô tentando dizer que ninguém aqui é princesa, e que a Cinderela só existe em remake da disney, e que vocês tão ligadas. Sempre estiveram.

A gente fica dentro dessa internet ou nessas baladas, ou nessas festas, ou entre essas gatas todas, catando é descanso. Querendo mesmo estar morta. Porra, só meia horinha senhor, só por um dia. Síndrome de Julieta. Morte momentânea..Depois a gente volta e agarra o rumo e vai, e sai.
E luta por tudo de novo.

 Mas, vim contar um segredinho melhor que rivotril: a solidão é mentira.

 Pra existir a gente precisa de dois. Pra morrer, alguém precisa enterrar. Pra trabalhar tem patrão, chefe, firma. Pra dançar, tem amigo. E se não tiver amigo, é só fazer. E se não fizer, tem família. E se não tiver família, a gente inventa uns amores urbanos assim ó, fortíssimos. Porque laço bom mesmo, é aquele todo esticadinho enfeitando a gravata. Aquele apego opcional.

Me escuta aqui, ninguém nunca vive sozinho. Porque a vida é coletiva, e o mundo é partilhado. Então não se apegue nesse medo não, de vacilar e se perder de todo mundo, porque você estava, esteve e sempre estará entra ele. Entre eles. Entre nós.

Nem que sejam oito gatos. Dois cachorros.
Nem que seja só o porteiro, ou a senhorita do 301.

miga, tem alguém que te ama,

muito.
muito.
muito
muito

muiiiiiiinto. 
(sempre tem).

Jáaaa?! <3


Um comentário:

 

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