Vem. Vambora.

Intensidade.


A tempestade que vai curando a seca e afogando, afagando. Fudendo o crânio do mundo...
É coisa demais. A bunda pra cima na cama, não resta nada, página virada, papo pro ar, e um cansaço, um pecado esse sono... E tantos sonhos seriam flores, seriam tantos doces coloridos e tantos dias bons e dorme dengo, dorme comigo. Só deita e descansa preu ter a sensação de afago não malicioso, que de pimenta já tenho as saias. Quis reproduzir tudo, toda música, todo gesto, todos os lírios azuis. Não soube a cor das plantas. As unhas agarrando a grade e o pavor, aquele pavor novidade, aquele pavor de provável fim. Como se comesse um doce gostosinho, manhosinho, todo devagar quase parando, quase guardando pra depois do caminho, levaria o gosto. carambola madura. Sentiria sede. Preguiçinha boa. Aquilo carinho de vento e de graça. Agrado mineiro.. maneirinho. diminutivos hostis.. não goste muito, por favor não fique muito tempo, não diga sim com todos esses dentes sorridentes afiados. se negue também, bata porta, hesite. Excite. Minhas aguinhas coloridas brindam lágrimas confusas, por favor de onde você veio, por favor não é possível que já vire texto, que se é palavra expulsa do meu pensamento já rola temor. Só abraço forte e aguinhas de chuveiro caindo, só isso.. Que dai eu choro na nossa beleza. construo. é tipo um quebra cabeça de quinhentas páginas, cada pedacinho simboliza alguma pequena conquista. cada mordidinha por vez. Eu pratiquei, li, reli, fiz as provas, sei tudo, falo antes de todo mundo, dou aula. Eu não posso não quero gostar de você, eu não quero porque parece que não vou parar mais, não vou impor limites. Não voa, não dança.. Estranha e esmaece. A ficha ridícula que caiu na seta da pergunta certa: é pra te amar? Hoje tive um impulso imaginário onde eu dava um beijo. Não, não era você me mordendo os lábios e eu liberando meu corpo pra que tua língua entrasse, fui meio cachorra te beijando, meio fogo. E daí o cansaço e o sono e a angustia. Eu gosto de querer você, sem sustos, sem certezas, sem nada. Eu gosto de você de graça mesmo te achando ridículo. Acho ridículo inclusive gostar de você, já gostar. E daí fico sabotando, fico dizendo que gosto da ideia de qualquer um, dai pensei que gosto da ideia do ego, dai decidi que gosto da ideia do nada. E de promover encontros...Mas, lá no fundo é mentira. Eu sei que é raro, e estou morta de medo é de te deter. Porque ainda não te conquistei, só te encontrei perdido e te levei pra casa, como se tudo já fosse há muito, muito tempo.

( faltam sinais, pontuação, edição, vírgulas e normal culta, é que eu escrevi correndo, nervosa, esquecida).

Sobre morar na filosofia

Um post cheio de ideais inúteis.


1. Pasmar.

"O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Hoje eu tava na frente do prédio pasmando, e alguém me perguntou porque estava sozinha. Sempre perguntam isso, nunca respondo. Acho que é necessidade. muito conflito interno pra apaziguar. Pensar me organiza.

2. Respirar.

Quando fico horrorosa tento cantar, me acalma. Pra cantar preciso respirar, e respirar me acalma. Parar pra respirar, ofegar. Gozar me faz respirar melhor. Correr me obriga a respirar. Viver.

3. Dançar. Dançar cotidianamente.

Sempre me aplaudiram por dançar, sempre curti. E daí fiquei gorda-feia-triste e com vergonha do circo. Mas, minha necessidade de corpo aumentava e comecei a dançar sozinha. Dançar pensando, dançar chorando, dançar sorrindo, dançando e gozando no escuro do quarto. Dançando pros meus próprios passos.

Dica: funcionou.

4. Falar:

Esvazia.
Esvaziar,
dar ar.
Abre espaço.

5. Transar.

Hoje minha concepção psíquica sobre sexo mudou. Eu estava de carona em um carro, fechei os olhos e imaginei a boca de alguém. E não era mais permissiva, eu não era permissiva, era atuante. Não era mais passiva, era ativa. Não era mais mulher, era homem. Eu comia. Minha imaginação tardia problemática não abria as pernas, metia. Passei o restante da tarde absurdamente atormentada, acho que muitas das mulheres que conheço nunca devoraram ninguém, foram sendo cotidianamente sabotadas e sequestradas, arrombadas mentalmente, fisicamente. Hoje não esperei que me beijassem, não cedi. Lá no sonho, troquei a chave e não era mais vontade, era poder. E poder assusta. E mulher assustada não come ninguém...

Sintam a vibe torta, ò só o perigo.

6. Viver.

Seilá,
Gastar tempo sentindo prazer?




- Playlist do Caetano.


Modinha



Eu gosto de roupas. E amo pessoas...Gasto meu dinheiro com roupas, adoro tecidos e suas cores. Em algum momento na história da humanidade chamaram isso de 'moda'. Se você gosta de pessoas se expressando através de suas escolhas vestíveis você curte moda.

Quando o Debret me ensinou que as escravas eram coloridas, gozei de amor.

Outro dia num evento vi uma garota usando um vestido lindo. Ela parecia feliz. Fiquei feliz também. Dias depois, lá estava ela e o mesmíssimo vestido. Pronto, gata apaixonada.

As vezes passo numa vitrine e também me apaixono. É um lance de consumo, de necessidade...Uma coisa meio Rebecca B. Mas, amor, amor mesmo é o saara. Amor mesmo é a caçula e a fila e as fitas. Amor mesmo é o velhinho medindo o metro da estampa que vai virar molde e saia e rua. A estampa vai virar rua e eu vou poder brincar de recortar e colar. Recortar e costurar.

E essa letra de música, e esses sentidos e essa foto. Pano é poesia.


Adoro feiras, e brechós velhos e entulhos. Adoro a possibilidade de mudança e as histórias que as roupas trazem consigo. Recentemente peguei mania de calcular quanto eu tô vestido pra ter mais noção da vida. Hoje mesmo, tô barata. Look da nem trinta reais. Mas, as vezes tô duzentos, tô trezentos, as vezes eu tô caríssima contando o sapato. A gente gasta rios de dinheiro com aparência...

Quando a roupa mais gostosinha é a própria pele.

Curto os encontros, odeio passar frio e adoro que existam tecidos que esquentem. Amo paninhos, uso muitos lenços. Odeio calça jeans e amo quando chega o verão e posso sair por aí quase pelada. Uso muitas sainhas porque gosto de vento na bunda. Recorto camiseta, amo recortar camiseta.

Não tiro fotos dos meus looks, porque detesto esse enfrentamento. E descobri recentemente que nunca me enfeitei em relação a isso pelos elogios, era o estranhamento. Na sétima série eu me adorei quando usei meu allstar todo brilhoso e perturbado. As pessoas andavam e olhavam pro meu pé. Amo chamar atenção. Faço isso nas ruas.

E bom,
Manuais, dicas, estampas, modismos, filas, lojas, compras, fotos....Bom............Não sei. Não tenho mesmo opinião. Adoro rodar site e favorito alguns trecos quando acho bonito, mas não tenho saco pra usar a calça verde musgo da estação, a cor bordô. E isso e aquilo. Eu vou usando uns trecos que amo, e me divertindo. O povo gosta.


(Teve uma vez que eu tava andando na universidade e um menino me parou confuso pra perguntar onde eu tinha conseguido comprar uma blusa feminina igual a dele. '' Mas, pera..essa blusa é masculina, eu tenho essa blusa, onde você achou isso?''

Imaginem uma mulher felizzaaaça.

-Tesoura, amigo...É que eu adoro lapidar a porra toda.

Querida,

 
Quero aprender italiano. E cozinhar japonês. Aaah, sempre quis fazer todas aquelas posições de yoga. Quero conhecer o japão e passar um ano na amazônia (depois de superar todas aquelas cobras). Quero me apaixonar por um cara que me desenhe. Aaaah,  também quero aprender a gostar de ser fotografada. Quero voltar pra paraty, e ficar na praia. Quero ficar na água o dia todo. Eu? Sabe o que eu queria mesmo? Ter quatro filhos. Ainda quero ter quatro filhos, e um quintal e cachorros, acho. Quero esbarrar com a minha alma gêmea na feira, quero aquele clichê delícia de visitar paris. Quero tangerina. Quero não aguentar mais chupar tanta tangerina porque tá na época e meu pai vê vendendo no centro de Caxias e traz tudo pra casa. Quero que dezembro chegue logo porque tem manga. Quero costurar mais e mais e mais. E amar mais. E querer mais. Eu quero deixar de odiar inglês, e conhecer músicas novas. Novos sambas, tudo novo. Quero pegar um rapper. Quero comer ai uma galera que conheci recentemente. Quero sentar no botequim com os meus amigos. Voltar a ir nas cachoeiras de Xérem. Ler mais da obra do Vygotsky, do Piaget. Quero mais aulas da Rosane. Quero ver o Brasil sendo Hexa. Quero rebolar muito ao som das letras do Gabriel. Quero dar festas onde eu possa me divertir e sentir segura. Quero sentir dor, prazer e amor. Quero querer, quero matar vontade. Quero modelar roupas que deixem minhas amigas ainda mais gatas. Quero mais amigas gatas, quero mais gatos, quero que tudo fique bem. Quero me fuder pra que tudo fique bem. Dar tudo de mim. Quero escrever coisas incríveis. Quero rir, quero rir como hoje de manhã. Rir da cara doer, sem razão, só porque acordei e a vida tava putaquipariu, a vida tava muito bonita. A vida tá muito bonita ainda, nada mudou. Quero tudo melhor. Quero correr, e ir pra academia essa semana. Quero cozinhar e parar de passar fome e parar de passar dor de estomago por comer porcaria pra parar de passar fome. Quero ir bem na prova de antropologia quarta feira e quero querer sonhar mais e mais, infinitamente. Porque viver é preciso, apesar de tudo. E apesar de tudo, continuo na fé. Até anotei os sonhos pra não esquecer. São os sonhos que levam a gente embora do caos. Os sonhos são tudo. Os sonhos e os verbos. As conjugações.

 

blogger templates | Make Money Online