Sobre amores adiados.


Acordo e não dou valor. Ignoro desejos. Amanhã, espelho. Amanhã a gente conversa. E prometo parar de judiar comigo. Era sempre o depois, a vontade, e a pressa. Era sempre mais tarde, quando era tempo. 
Na marra, e na merda esquecia o prazer encima da mesa e ia embora, o fôlego pronto pra apanhar, e mais um sorriso adiado. Um batom. Pôr de sol em Sampa, e ela se muda. Bunda de fora, cidade de frio. Framboesa no copo. Luzes e mais luzes. Música. Juba solta riscando as próximas vistas. Visitas, vindas. Chegando pra causar falha e efeito. Pé no chão. Correria maldita de quem cruza o atlântico colecionando figurinhas, emoções. São pessoas descritas, recolhidas em traço, gente de memória, paixões perdidas.
Toda intensa e nula. As dores, as possibilidades, e os vinte anos. Sobre amores adiados: este.  
O real primeiro amor. Ama do pé ao pulso. Ama o expresso, café. E agora?. Ama a rainha, e tem algo melhor? Tesão de livro. Quando você lê e se encontra dentro do pensamento da outra pessoa, notam-se e se apaixonam. O leitor que mordisca a ideia do amor dedicado ao autor pelo obra. Potente, seguro.
A frase engaiolando a ideia . Ela ousa Gostar dos próprios hábitos: sono, comida e sonho.
De que mais precisa a vida? Tô falando do primeiro prazer que me ilustra.
Ego e calcinha no chão, que no peito  tem coração batendo exausto, tipo escola de samba. Cruzo com uma estranha e me apaixono. A gente transa todo dia subindo na minha bicicleta azul, fugindo pro mar da ucrânia. Aquele que nem existe, todo lilás, e mais descobertas excitantes e calores inéditos. Caio no mundo sem goma. á vontade, a necessidade de altura. A coluna no lugar certo. E é aí que pulo, no sertão da Bahia.
Queria saber ler os códigos. E então Analiso a língua dos homens. A surra e o pau. Escritores carnudos. Sussurram o lábio, e a câimbra, como o sopro e a perca de fôlego, o oásis que é nadar nu. Amazônia. Devoro deusas e vomito vermes. Cansaço de adiar a afirmativa egoísta e poderosa, que treme de susto e medo, em alamêda vazia. Cansaço em adiar meu ir, por conta das tuas facas. Tuas mortes nas costas.
Teus crimes. Caso contigo então, e fugimos mudos. Eu e o mundo, retrocedendo a fita. Fazendo pazes e  encanto. Tendo cobertor de casal, frutinha ardida e água quente: digam a todos que fico.
Permaneço estérica e ofegante. Que a cada novo esforço diante do todo, algo de bonito floresce em mim, à força. Mordisco teu ombro, beijo de beco. O brilho no olho e a sós, subo na mesa:  sobe a plaquinha: já posso ser livre. E a piriguita avoada, todo mês manda carta pra Pai, e Mãe. Tá por aí fazendo intriga, amorzinho.  História.  Que de memórias curtas, só relembra o medo. Vive no zelo.
Milita o amor . . Que quem ama quer tudo, raspas e restos. Quem ama: tem.  

      toulouse



Um comentário:

  1. Eu tenho o enorme prazer de dizer que os comentários deixados no meu blog foram sempre cheios de vida, opiniões e que faziam o meu dia mais feliz. Ainda mais vindo deste blog que aprecio tanto!
    Obrigada por todos os comentários de coração :)
    Gostaria de pedir autorização para futuramente publicar alguns textos seus no meu espaço que querendo ou não é seu também, pois eu dividi ele com você :)

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