Nó.

Ela única filha, barriga cheia, bolsinhas de lágrimas nos olhos. Ele velho, doce, cheio de si. Só se conheciam de antes. Reconheceram o tal do amor, ou quase. Ela, múmia, falsa, tesa. Fugia culpada, bandida. O susto, e a visão do espaço. Ele ampara, ou quase. Ela cai. Ele não sabe nada. Ela chora. Nó, de tão confusos, sinistros e cínicos. Deram um jeito de inventar um jeito de amar de novo. O novo, o tal gostoso amor. Ela exausta, e foda-se. Indo embora, até que ele volte, puxe a cadeira e declame o prazer da presença.  Do beijo ninguém sabe, ou viu. Chegaram e se esconderam da vida. Dos outros. No jeito.. Ele esperto...E ela burra, tola. Virgem. Ele único.  Ela: dúvida. Filha ou Mulher?
Ele: mundo. Futebol. Rua. Ela, sonho e aí? Ela, sono. E foram, distantes e ausentes. Ficaram de lado, e canto. Ela dança.. Ele, bola, rua, fuga. Eles juntos? Ela, sonho e sono. Enquanto espera que ele suma. Ele é sim. Ela é que não sabe ser. Ele é mesa, e ela lugar. Juntos são  nada. Eles não.  Nós, vós. Eles: nó. Ela chora, ignora, rebola e sorri. Ele a ama.

Por que?
 

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